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Livrarias, coisas conservadoras.

por FJV, em 06.06.13

A «utopia global», no caso dos livros, nunca esteve tão perto de ser assustadora. A ministra francesa da Cultura acusou diretamente a Amazon de prática de dumping, ou seja, de vender livros a preço inferior ao seu custo a fim de conseguir uma presença dominante no mercado – para depois regressar numa posição de quase monopólio. O cenário, aqui, não tem os aspetos românticos do filme com Tom Hanks e Meg Ryan (You’ve Got Mail): é um processo que ainda está a meio e que pode deixar um rasto de desemprego, de banalização do mercado e de uma vida cada vez mais difícil para as editoras. Com a crise económica, as livrarias ficaram ainda mais indefesas e sitiadas: menos leitores, menos vendas e menos variedade. Mas há alguns sinais positivos: nem de propósito, a histórica Livraria Bertrand, no Chiado, foi votada como a livraria preferida pelos lisboetas. É a livraria mais antiga do mundo em atividade. No fundo, esta escolha significa que ainda há quem resista à monstruosidade e ao negócio dos livros sem rosto. Rejubilemos por instantes.

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