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por FJV, em 27.10.05
||| Mais terramoto.









O Manuel Jorge Marmelo lembra, e bem, a existência de um outro livro com o terramoto de 1755 como cenário: o Lilias Fraser, de Hélia Correia (Relógio d'Água), só que já publicado em 2001. Lilias Fraser é, julgo eu, o grande livro de Hélia Correia, onde acompanhamos a vida de Lilias, a partir da batalha de Culloden, na Escócia, em 1746, até Lisboa, 1755.
Fora da ficção, há ainda o livro de Luís Rosa, O Terramoto de Lisboa e a Invenção do Mundo (de 2004), e o de João Duarte Fonseca, O Terramoto de 1755 (Argumentum).
O Rui Tavares acaba de lançar O Pequeno Livro do Grande Terramoto (edição Tinta da China) e disponibiliza mesmo um blog sobre o livro. Ainda não o li mas, para sabendo que o Rui é, entre outros, tradutor de Voltaire, parece-me promissor. Rui Tavares disponibiliza, ainda, uma boa bibliografia sobre 1755, além de uma série de links muito úteis. Eis um bom exemplo da utilidade da blogosfera.
Ainda sobre o tema, ver este conjunto de resumos de comunicações de um colóquio da Faculdade de Letras de Lisboa sobre o assunto.

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3 comentários

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De Rui MCB a 28.10.2005 às 00:52

Além das excelentes reportagens do Fernando Alves que têm passado no TSF à hora de almoço.
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De Pedro Almeida Vieira a 27.10.2005 às 19:25

Ah, e já agora, o livro da Júlia Nery é da Bettrand e o livro do Luís Rosa é ficção, embora incidindo sobretudo no período da reconstrução da baixa pombalina...
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De Pedro Almeida Vieira a 27.10.2005 às 19:21

Caro Francisco,

Já agora, acrescento outro livro de ficção, publicado no século XIX (1874) por Manuel Pinheiro Chagas intitulado «Terremoto de Lisboa», reimpresso em 1937 (de que possuo um exemplar). Além disso, existem também várias obras pós-terramoto, de que destaco os dois poemas épicos «Lisboa Reedificada» (1790), de Miguel Maurício de Ramalho) e «Lisboa Destruída» (1803) de Teodoro de Almeida. Este último tem um estilo camoniano e segue uma linha muito «interessante»: nas notas, o autor, que era padre, salienta que «ficando Lisboa destruída, Deos conseguio dois grandes fins, que intentara, hum de se fazer temido, e respeitado dos prevaricadores daquele tempo, outro de prevenir com este aviso os Atheos, Deistas, e Materialistas Portugueses, que o Senhor pela sua presciencia divina sabia, que poucos annos depois, corrompidas das ímpias doutrinas das nações estrangeiras, se rebellariaõ contra a Religiaõ; para que se lembrassenm que Elle sabe soffrer, porque he eterno, e tambem zombar dos seus zombadoresm porque he honrado e Santo» (sic).

Por fim, na área do ensaio, aconselho os dois melhores trabalhos de historiadores sobre o terramoto de 1755. Por sinal, ambos estrangeiros. Em 1955 foi publicado no Reino Unidos (edição nos EUA no ano seguinte) um livro do então director do Museu Britânico, T. D. Knedrick, intitulado «The Lisbon Earthquake». Jamais foi traduzido em português, o que é uma pena, mas pode ser encontrado em alguns alfarrabistas estrangeiros (preços bastante variados...). O outro, é muito mais recente, publicado no ano passado, e é da historiadora brasileira Mary del Priore, intitulado «O Mal sobre a Terra», que se pode mandar vir de qualquer livraria online brasileira. Aliás, esta historiadora irá estar em Lisboa no dia 5 de Novembro, no seminário do ISCTE sobre o terramoto.

Pedro Almeida Vieira

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