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110 anos de Lawrence Olivier.

por FJV, em 23.05.17

Daqui a uma semana, o Teatro de S. João, no Porto, vai estrear Macbeth, de Shakespeare (encenação de Nuno Carinhas, tradução de Daniel Jonas). Refiro-o também porque passaram ontem 110 anos sobre o nascimento de Lawrence Olivier (1907-1989), a quem devemos a grande trilogia de Shakespeare no cinema: Henrique V (1944), Hamlet (1948, vários triunfos nos Oscares) e Ricardo III (1955) – um clássico na representação de Shakespeare, e na história dos seus rostos inesquecíveis (há ainda Otelo, Henrique V, Rei Lear e O Mercador de Veneza). Foi durante um Hamlet que conheceu (em 1937, o mesmo ano em que representa Macbeth) uma das mulheres da sua vida, Vivien Leight (a Scarlett O’Hara de E Tudo o Vento Levou e a Blanche Du Bois de Um Elétrico Chamado Desejo). Reduzir Olivier a Shakespeare é ridículo: ele é o grande rosto de Heathcliff no Monte dos Vendavais de 1939, ou o de Rebecca, de Hitchcock, ao lado de Joan Fontaine, ou Mr. Darcy no Orgulho e Preconceito com argumento de Aldous Huxley (de 1940). A sua representação devolve-nos o prazer dos clássicos.

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