Independentemente da opinião sobre «o modelo de avaliação dos professores», causa estranheza que o PSD tenha aceite fazer de parceiro do PS na questão. Este PSD que rejubila com as escutas, desde que não sejam feitas contra um dos seus, recusa-se a fazer política. E tem campo para isso: o défice e o buraco orçamental, as mentiras do governo sobre a situação económica e sobre os números do desemprego e do emprego, a falsificação das estatísticas a gosto, os jeitos nas obras públicas (mesmo contra o Tribunal de Contas), o desvario nas nomeações partidárias, por aí fora. Não, o PSD não só esquece tudo isso como se faz parte do problema na questão dos professores — para servir mais do mesmo: indefinição quanto ao papel da escola, quanto ao modelo de ensino e às suas matérias, quanto à avaliação escolar propriamente dita. O PSD não fica apenas refém dos timings do PS para resolver um problema que o PS criou, como acabará por ficar refém do PS para assinar por baixo a destruição da qualidade mínima do ensino. Cada passo, cada escorregadela.
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