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O próximo ano tratará de comemorar os 100 anos de República. Justamente, é um dos capítulos mais importantes da nova História de Portugal, coordenada por Rui Ramos (edição Esfera dos Livros). Como o próprio sublinha, «entre 1910 e 1921, os confrontos políticos provocaram cerca de 1500 mortos» – é um número que a historiografia oficial trata de ignorar em nome do republicanismo patético que gosta de heróis como o salazarismo gostava de milagres. Todo o século XIX (tirando o episódio do constitucionalismo que os republicanos detestam oficialmente) é uma guerra civil permanente. Os líderes mais idolatrados, em Portugal, foram tiranetes autoritários que manipulavam a justiça e as polícias. Nada que não conheçamos. Um pouco mais de conhecimento de História podia poupar-nos ilusões e patetices.
[Na coluna do Correio da Manhã]
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