Convém irmos à literatura para de vez em quando. Numa das Novelas do Minho, Camilo Castelo Branco lamenta-se pelo fim dos fidalgos das Terras de Basto. “É pena”, escrevia ele, que foi um retratista de exceção – além de um dos nossos maiores e prodigiosos escritores. Há cada vez menos fidalgos, de facto. Em vez deles e de quem os simboliza, o plebeísmo da corrupção invadiu e tomou conta do país, devorando-o e desculpando os salteadores à falta de fidalgos que deem o exemplo – e à míngua de exemplos que sejam um modelo de honra na política, na cultura e na vida. Nada escapa e tudo se desculpa como se a permissividade bastasse para esconder a desgraça em que estamos e o retrato grotesco desta gentinha. Já não há fidalgos, nem nas Terras de Basto (onde há mais probabilidade de existirem), bem dizia Camilo. O país vai ficando deserto.
[Na coluna do Correio da Manhã]
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