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por FJV, em 31.08.05
||| Fazer, não fazer. A pergunta leninista: «O Que Fazer?»
Alguns exemplos autárquicos, colhidos aqui e ali, podem ser excepção, mas confirmam o essencial: que o melhor presidente de câmara, nos tempos que correm, não é aquele que promete que vai fazer ou que ameaça que vai fazer. Pelo contrário: é aquele que sabemos que vai impedir que se faça. «Fazer», na vida autárquica, é relevante demais. Eu quero uma autarquia que previna os fogos no concelho (vejam o exemplo de Castanheira de Pêra), que recolha o lixo a horas, que limpe os passeios, recolha as taxas legais e se preste a deixar as ruas mais seguras. Esta ideia é reaccionária o bastante, eu sei, para o espírito que quer «o progresso da nossa terra», rotundas, construção civil, obras públicas, galpões de zinco e fibrocimento, e que contesta «fundamentalismos ambientais que impeçam um desenvolvimento adequado». Mas acho decente defendê-la. Um candidato que apareça a prometer coisas novas é um candidato para desconfiar. Ao que chegámos.

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2 comentários

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De haja pachorra a 02.09.2005 às 17:50

Casteinha de Pêra é exemplar também na toponímia. Vê-se uma tabuleta que diz 'por aqui vai-se lá ter' e assim é: em passando Picha, Coito, Derreada cimeira, Derreada fundeira e Regaladas, está logo ali a bucólica Castanheira.
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De Anónimo a 02.09.2005 às 01:09

este texto dava um excelente manifesto eleitoral. Valia a pena esta pedrada no charco, mesmo que não rendesse muitos votos. Mas se calhar era o único manifesto que todos liam e percebiam e lá se ganhava uma CÂmara sem dar por isso...

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