
Sobre a Bíblia há mais do que José Saramago diz (como bom ortodoxo, inspirou-se na ortodoxia adversária). Em primeiro lugar, não se trata de um programa ideológico nem de um guia para a vida prática. Não se limita a enumerar leis de há milhares de anos nem a mostrar os castigos aplicados aos humanos. Não reproduz a história de um Deus material e conveniente. Não é um manifesto para a mudança do mundo. É, antes, o repositório de narrativas que transitam de um povo errante para uma civilização que ocupou o seu lugar no mapa. Não se pode olhar a Bíblia como gostaríamos que fosse – mas como uma hipótese sobre o nosso medo do passado e dos seus mitos. Os fundamentalistas olham-na como tudo; os seus adversários olham-no como nada. Está aí: é papel, é história, narrativa.
[Na coluna do Correio da Manhã]
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