Há pessoas que fingem não entender que o assunto TVI não tem de depender de nenhuma ordem directa de José Sócrates à administração da estação – independentemente de se poder fazer o rastreio das pressões exercidas antes e a contabilidade dos festejos posteriores.
O problema é o cenário que permitiu isto e que gerou decisões como estas – e que teve o seu epicentro público no discurso inaugural do congresso do PS. Que o primeiro-ministro não ordenou à administração da TVI o fim do Jornal Nacional? Pode acreditar-se. Mas o que acontece é que o primeiro-ministro tinha pedido o seu fim. Não é preciso nenhuma teoria da conspiração acerca do assunto; as coisas são claras. E são tristes. Escusam de vir com a história do móbil do crime e do «a quem aproveita»; a oportunidade fez, digamos, o ladrão.
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